Born To Kill

sexta-feira, junho 02, 2017

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Sorrir atrai as pessoas. É mais ou menos assim que começa Born To Kill, minisérie produzida pela rede britânica Channel 4 que conta a história de Sam, um jovem que aparentemente tem uma vida bem simples; ele é educado, pratica esporte, frequenta a escola, tira boas notas e em seu tempo livre faz leituras para idosos no hospital onde sua mãe trabalha. Entretanto, todas essas características podem ser vistas como um grande sorriso para a narrativa da série, um tipo de sorriso que esconde os desejos obscuros desse jovem que possui tendências psicopatas.


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A minisérie traz o Sam, interpretado brilhantemente por Jack Rowan (que eu não conhecia, mas acabou sendo uma surpresa muito boa), como protagonista e em paralelo, Chrissy (Lara Peake), uma garota recém-chegada à cidade e que aparenta trazer consigo grandes problemas. Mas, como eu disse no início do post, a série nos engana com seu sorriso. Assim, no decorrer dos episódios de cerca de 47 minutos, nós vamos entendendo o universo dos dois jovens e suas famílias, além de compreender como a ligação entre os dois vai se dar durante os episódios.

Por se tratar de uma minisérie, os eventos acabam acontecendo de maneira bem direta. Entretanto, a série não foca sua atenção numa narrativa policial/investigativa/cheia de ação, mas sim num drama da relação entre Sam, sua família, amigos e Chrissy. Acredito que quem gostou da série Bates Motel vai "matar" (juro que tentei usar uma palavra melhor) em Born To Kill um pouquinho da saudade que o Norman Bates e companhia deixou. Importante ressaltar que as duas produções abordam temas um tanto distintos, mas possuem uma certa carga dramática que acredito serem semelhantes.

Born To Kill possui aquele visual típico de série britânica, onde os personagens e cenários são explorados de forma muito semelhante ao real. A atmosfera da série carrega tons frios e em algumas cenas transmite ao público suspense na medida certa, sem exageros e de forma equilibrada à narrativa. O episódio final foi bem caloroso, cheio de ação e suspense. Alguns eventos que traçavam caminho para o desfecho acabaram ficando subentendidos, mas isso não interferiu em nada o enredo central e a trama em si acaba se fazendo bem amarrada e de fácil assimilação. Uma boa opção de entretenimento. 

Creio que essa minisérie seja uma ótima dica para quem gosta de suspense sem exageros e um drama bem construído.




Essa resenha ficou bem técnica/crua, mas espero que tenham gostado. Estou voltando a escrever aqui pro blog e vem mais coisas por aí em breve.


Obrigado pela leitura e até mais!




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