Indicação - A Mocinha do Mercado Central

domingo, maio 15, 2016

Alguns livros possuem a capacidade de escolher a gente. Sem que você perceba, um pequeno exemplar chama sua atenção em meio a tantos outros títulos e você decide: vou levar. A Mocinha do Mercado Central funcionou assim comigo, quando eu estava na FLICA ano passado e hoje vou contar um pouco sobre esse pequeno "abraço" que acabei ganhando.



Maria Campos é uma jovem mineira que leva uma vida simples em Dores do Indaiá. Depois de fazer amizade com Valentina Vitória, uma garota extrovertida e que conhece o significado de vários nomes, resolve embarcar numa aventura Brasil afora. Até aí esta parece ser uma história bem comum sobre conhecer novos lugares; só que nossa protagonista resolve adotar um nome diferente para cada cidade que passa e, de acordo com o significado dos nomes, mudar parte de sua personalidade.

A parte dos nomes foi a que mais me chamou atenção. Isso acontece logo no início do livro e me pegou de surpresa. Quais nomes a Maria Campos iria adotar? Por quais cidades ela iria passar? Me sinto muito envolvido por mistérios, mas logo que a leitura engatou percebi que este seria um livro diferente. A Mocinha do Mercado Central não só é um livro sobre conhecer novos lugares, como também é sobre autodescoberta; cada cidade, cada nome, nos conta uma única história sobre uma jovem cheia de sonhos, amores e grandes perguntas.

Não vou me alongar muito no enredo, pois posso estragar alguns momentos da leitura. A obra de Stella Maris Rezende é cheia de momentos divertidos e curiosidades, mas também nos proporciona grandes reflexões. Dona de uma história forte, nossa personagem principal sabe cativar as pessoas com sua simplicidade. Ao mesmo tempo em que narra o presente, Maria Campos nos envolve com lembranças de sua infância e assim a gente passa a conhece-la mais profundamente e nos deixa curioso em saber para onde ela vai, qual será sua nova aventura.


"Ela se aproximou da fruta, sentiu-lhe o cheirinho novo, gostoso, inesquecível. Durante o resto daquele dia, ficou sentindo o aroma. 'É fruta de rico, minha filha. Não é pra nós.'
Essa fruta se chama maçã. Bernardina explicara. É fruta de rico. Ela esmiuçara. Não é pra nós. Exagerara, porque maçã não é fruta barata, tudo bem, mas também não é uma coisa que não existisse para elas. Bernardina tem essa mania de afiançar que a gente só pode ir até ali, só até aquele ponto; Deus me livre de tanto amém, ainda bem que a Maria é mais sonhadora."

O final acabou me pegando de surpresa, tudo acaba se encaixando e nenhuma ponta fica solta. A úncia parte ruim foi ter que fechar o livro querendo saber mais sobre a vida da Maria Campos, mas acho que o melhor fica por conta da nossa imaginação.

O Livro possui uma leitura fluida que me lembra uma conversa amigável (é uma delícia) e a editora teve bastante capricho, com ilustrações que ajudam a deixar a história mais envolvente. E por se passar no Brasil, me senti ainda mais cativado pela história; acho que posso definir A Mocinha do Mercado Central como um abraço em forma de livro: aconchegante.



E é isso, pessoal. Espero que esse post tenha feito vocês se interessarem por essa leitura assim como eu me interessei. E se você já leu, não esquece de compartilhar logo ali nos comentários o que achou da história. Obrigado e até mais! 

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