Indicação: O Quinto Beatle

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Depois de um tempo parado, finalmente consegui escrever aqui no blog! As férias acabaram e eu, consequentemente, acabei ficando sem tempo, mas aqui estou para contar para vocês como foi a experiência de ler uma graphic novel.

Uma breve história da minha relação com as HQs.
O mais próximo que cheguei de uma graphic novel antes foram as HQs/os gibis que sempre li quando pequeno. Depois de um tempo, eu acabei esquecendo esse estilo e passei a ler somente livros/romances. Meu interesse voltou quando descobri as graphic novels da Turma da Mônica, lembro que foi uma arte do Astronauta que encontrei na internet e me deixou impressionado. Mas, adivinha, eu sempre esquecia da existência dessas HQs quando entrava numa livraria; vai entender.

Depois que eu entrei na faculdade de Design meu interesse pelas "graphics" ficou maior. E foi em uma das minhas procuras por inspiração no Pinterest que eu descobri a graphic novel The Fifth Beatle. Foi uma espécie de amor à primeira vista. Eu me apaixonei pelo traço do artista e pelo fato de contar um pouco da história dos Beatles do ponto de vista de quem ficava atrás dos palcos, por assim dizer.




O Quinto Beatle conta a história de Brian Epstein, o cara que veio a se tornar empresário dos Beatles depois que descobriu a banda no clube The Cavern. A graphic novel conta sobre a vida pessoal do Brian: os sonhos, os amores, as lutas e o preconceito que este jovem sofreu em seu curto período de vida. Além, claro, de nos dar acesso aos bastidores da ascensão da banda.




Nosso protagonista, ao mesmo tempo que descobre a banda que veio a se tornar fenômeno mundial, acaba entrando numa viagem de autodescoberta. Enigmático e cheio de fantasias Brian nos mostra que, mesmo diante das dificuldades e do forte preconceito que existia na sua época, era possível acreditar em seus sonhos e seguir em frente. 


Visualmente, uma das coisas que mais me agradou nessa HQ foi a mistura de técnicas utilizadas. Em algumas cenas, os artistas optaram por usar aquarela. Já em outras cenas é evidente os traços de lápis de cor. Mas um dos capítulos mais legais tem um estilo totalmente diferente da história principal; algo bem cartunesco, conta o que aconteceu com os Beatles durante a viagem às Filipinas e as polêmicas que surgiram por lá.




A cena nesta foto acima é a minha favorita, mostra o "não" que o Brian levou ao apresentar os Beatles para uma gravadora e, em paralelo, conta outros "nãos" que ele levou em diversos campos profissionais. Sempre lhe diziam que continuar a manter os negócios da família era a sua melhor opção. Mas ele acaba se mostrando alguém muito à frente do seu tempo e com um desejo enorme de alcançar seus objetivos.

Alguns saltos temporais na história me deixaram um pouco perdido em relação ao enredo, mas no decorrer da leitura eu acabei me acostumando e entendi que a graphic assume esse formato para se assemelhar à forma como nossas memórias são expostas durante uma conversa. É como se o próprio Brian estivesse contando seus "casos" (ou aventuras) e este acaba sendo o ponto forte da HQ. 

O final pode deixar algumas perguntas no ar, Brian passa a ser alguém ainda mais enigmático. Porém, sem dúvidas o seu papel na cultura pop foi de extrema importância. Se não fosse esse cara muitas coisas teriam sido diferentes.





A edição dessa graphic foi muito caprichada, a Aleph tomou o cuidado de colocar observações no final para explicar mudanças na tradução. Além disso, temos acesso aos primeiros esboços dos personagens, os rascunhos e conceitos até chegar à versão final da capa. Um trabalho lindo, não só pra quem curte os Beatles, mas para amantes dos quadrinhos e outros tipos de arte. Agora com certeza me lembrarei das graphic novels quando for à livraria ;).

É isso, pessoal, o post acaba por aqui. Obrigado pela leitura, espero que 
tenham gostado da indicação. Até mais!

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