Filme Noturno

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Eu não sei por onde começo ao falar sobre esse livro, ainda estou tentando absorver tudo o que foi dito, tudo o que foi visto. Sabe quando a gente quer acabar a história - saber o que acontece - mas não quer que as páginas virem? Faz algum sentido o que eu estou dizendo? 

Filme Noturno fez isso comigo, eu estava passeando pela livraria quando achei a capa do livro bonita (um tanto interessante); eu sei que existe aquele ditado, mas eu estudo sobre a imagem o tempo inteiro na faculdade e acabei sendo seduzido pela capa. Enfim, resolvi ler a sinopse e pronto, já estava preso à história naquele instante e espero que vocês se sintam assim ao terminarem de ler esta resenha.






"O medo mortal é tão crucial para nossas vidas quanto o amor. Ele apela ao cerne do nosso ser e nos mostra quem somos. Você vai recuar e tapar os olhos? Ou terá forças para andar até o precipício e olhar?"


Scott McGrath é um jornalista veterano que se vê deixado de lado depois de um incidente com o misterioso diretor de cinema Stanislas Cordova. Quando a filha de Cordova é encontrada morta, em um prédio abandonado de Nova York e todas as pistas apontam para um suicídio, Scott resolve investigar o que realmente aconteceu e recuperar sua carreira no ramo do jornalismo. 

Parece o enredo de uma história de suspense qualquer ("romance policial" seria o termo adequado?), mas Filme Noturno está envolto em uma trama muito mais complexa. A começar pelo diretor Stanislas Cordova, famoso por seus filmes polêmicos que chegaram a ser proibidos; ninguém possui alguma pista do seu paradeiro, o homem vive recluso e seus fãs vivem fazendo teorias a seu respeito. Os personagens contam histórias fantásticas sobre seu passado, como se respondessem a uma entrevista; estes momentos da narrativa eram de fácil imersão, dando ao livro um aspecto de enredo cinematográfico.

Outro ponto interessante é que, apesar de focar nos mistérios, a história também se ramifica para a vida pessoal de Scott McGrath e seus companheiros de investigação. Mas estas partes não me incomodaram em nada, porque os personagens são tão bem elaborados (e engraçados) que deixaram o livro repleto de momentos descontraídos, intercalando com o suspense das investigações.

Falando sobre isso, a edição possui diversas imagens; a autora (e, claro, a editora) caprichou ao inserir recortes de revista, fotos, páginas de websites e mensagens de celular, deixando tudo mais dinâmico. Isso também contribuiu para que a história se confundisse com a realidade, em alguns momentos eu me sentia dentro de uma reportagem, ou de um filme. 

Além disso, a linguagem é bem simples, os diálogos são constantes e algumas cenas são descritas de forma tão magistral que me davam calafrios quando eu fazia uma pausa na leitura. Como uma criança que assiste um filme de terror pela primeira vez e não consegue apagar a luz do quarto. Acreditem, não estou exagerando. 

Devo fazer uma observação de que em alguns momentos do livro a leitura ficou um pouca cansativa, pela maneira como os cenários são detalhados, mas isso acabou não interferindo na minha vontade de descobrir que imagem formaria o quebra-cabeça que é essa história. Dono de um enredo envolvente, personagens cativantes e um final surpreendente, Filme Noturno merece todos os elogios possíveis. Indico para vocês uma das melhores leituras que já fiz.






Queria falar muito mais sobre o livro, mas o post ficaria imenso. Se você já leu não se esqueça de comentar o que achou para compartilharmos nossas opiniões. 


Obrigado e até a próxima.

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