Morte Súbita

sexta-feira, setembro 12, 2014

Confesso que, em primeiro lugar, só queria ler esse livro por causa da J.K. Rowling (escritora da série de livros do Harry Potter). Depois que eu li a sinopse, e o título para tradução brasileira, vi que era o tipo de livro que me prenderia até o final pelo seu suspense. Errado. O livro não possuía o tipo de suspense (quem matou fulano?) que eu esperava, mas me prendeu tanto que foi horrível ter que virar a última página.



        Morte Súbita tem como protagonista alguns moradores de uma cidadezinha chamada Pagford. A cidade parece ser um lugar tranquilo, mas é só dar uma olhada dentro de cada casa (ou estabelecimento) para ver como as aparências enganam. 

        Quando Barry Fairbrother acaba morrendo, no mesmo dia do seu aniversário de casamento, mergulhamos na vida de várias pessoas a quem o personagem - de certa forma - interferiu. Nós vemos o que acontece com sua família, seus amigos e - principalmente - com o Conselho da paróquia na qual Fairbrother possuía uma cadeira (daí o nome em inglês ser The Casual Vacancy). Essa vaga que surgiu acaba mexendo com os interesses de muita gente.




        No início achei que seria uma leitura complicada por causa da quantidade de personagens que são inseridos em pequenos capítulos, mas com o passar do tempo acabei me acostumando e me apegando a determinados "núcleos". Sem mencionar que essa alternância de focos acaba sendo um ponto positivo na leitura porque não fica num mesmo ritmo sempre. 

        É um livro adulto? É, e tem algumas partes que são muito fortes, vou logo avisando. Apesar disso você acaba se acostumando com o clima dos personagens de Pagford. Eles são muito bem construídos, alguns são bastante engraçados, mas todos se movem à favor de seus interesses. Eu diria que é um livro que te abre as portas para o que está (ou pode estar) acontecendo ao seu redor: na sua cidade, no seu bairro. Mostra como as pessoas são de verdade, cada um com sua história e seus dilemas. 

        “Você deve aceitar a realidade das outras pessoas. Acha que é possível negociar a realidade, que a consideramos o que quer que você diz que ela é. Você deve aceitar que somos tão reais quanto você; e deve aceitar que você não é Deus.”

        A diagramação é bem simples, a fonte que a editora usou não deixa a leitura ficar cansativa. As folha são amarelas (o que, para mim, é um ponto positivo) e a capa, com um tom minimalista (e igual à original), aumenta ainda mais nossa curiosidade.



        Morte Súbita é um livro completo: cheio de humor, um pouco de mistério (sim, ele acaba chegando, mas de uma forma que eu nunca poderia imaginar)e romance. Eu podeira listar muitas coisas legais que esse livro possui, mas o post ficaria gigante. Indico para aqueles que querem se aventurar em uma leitura mais densa e que prenda sua atenção ao descobrir o que acontece dentro de várias casas e recantos de uma cidadezinha (aparentemente) monótona. 





        É isso, pessoal, espero que tenham gostado da resenha. Me digam o que acharam dela e qual a sua opinião sobre esse livro.
        Obrigado pela leitura e até a próxima!

2 comentários

  1. Aaaah, Morte Súbita <3
    Concordo em gênero e número...
    E a maneira como é feita a transição de núcleos é interessantíssima! Não é simplesmente um corte de uma história pra outra. Ela pega um mesmo ponto e, ao mudar o capítulo, troca a perspectiva, de uma personagem para a de outra. E acontece de uma forma tão suave que você até se sente uma personagem escondida na cena, vendo todos, tudo, vendo as expressões e os pensamentos...

    E sim, eu também achei bem forte em algumas páginas. Se J.K. Rowling pretendia desconstruir a imagem de autora puramente infanto-juvenil com esse livro... Parabéns, conseguiu!

    E sobre a questão do inesperado... Com certeza! O clima de Pagford, de cidadezinha monótona, de hipocrisias clássica, nos leva a crer a história seguirá uma linearidade relativamente tranquila, dentro do esperado... Mas VAI LENDO pra ver! Hahaha!

    Fantástico livro, assim como a resenha. <3

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    Respostas
    1. Hahaha, com certeza, Maru S2. Você conseguiu colocar o que se passava em minha cabeça durante a leitura, sobre sentir como se estivesse dentro de toda a trama. É impossível largar o livro e esse me fez gostar mais das histórias cheias de personagens, com cada um exercendo um papel bem definido/marcante.
      Obrigado pelo comentário, beijos!

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